Adele

Bora falar de algo diferente?

É difícil definir o que uma boa música nos trás, ou como as notas ‘batem’ na gente e associadas com uma letra marcante conseguem mexer no nosso íntimo de maneira única.

Para mim nenhum sentimento descreve a complexa sensação que uma música marcante me trás. Fico arrepiada de verdade. Me emociono. Entro na letra como se aquelas palavras fossem minhas.

Boas músicas me arrepiam. Fato.

Meu gosto musical não é parecido com o da maioria, e para mim tudo bem, o que é bom para você pode não ser bom para mim e ainda bem que o mundo é diverso. Gosto de velharias, não ouço rádio. Curto meu mundo de rock e baladinhas dos anos 80, 70, 60…

Mas de umas semanas para cá descobri algo novo, uma cantora nova. Uma guria britânica de 22 anos com uma puta voz, que compõe letras que estraçalham a alma e que em certos momentos caem ou cairiam como uma luva.

Ela é a Adele…. difícil explicar talento, mas com certeza ela tem. Ela é a primeira artista a ter, ainda viva, uma canção e um álbum como número um ao mesmo tempo na Inglaterra desde Os Beatles em 1964. E esta semana ela fechou com  seu último disco “21” permanecendo em primeiro lugar durante 14 semanas não-consecutivas (ficou apenas uma semana de fora do topo das paradas, na estreia do sétimo álbum de estúdio do Foo Fighters).

Na sua música Someone Like You ela relata o reencontro com seu ex, que agora esta com outra e casado. Quem nunca passou por isso? Quem nunca quis saber o que dizer? Ela soube….

“Não se preocupe/ Eu vou encontrar alguém como você/ Não desejo nada além do melhor para você também/ Não se esqueça de mim, eu imploro./Me lembro que você dizia: Às vezes o amor perdura. /Mas às vezes dói ao invés”.

Na música Rolling in the Deep ela diz

“Poderíamos ter tido tudo./ Você teve meu coração na palma de sua mão./E você brincou com ele/ até a última batida”

Tudo começou porque um amigo insistiu para que ela, que nunca pensou em ser cantora profissional, colocasse três músicas no MySpace. Uma gravadora notou, e ela gravou seu primeiro álbum 19 (idade que tinha quando gravou), e agora vive um sucesso imenso com seu segundo álbum 21.

Ela saiu de um relacionamento tão fdp e intenso, daqueles que só adolescentes conseguem ter. E agora tá aí, vivendo seu clímax.

Independente da música, eu sou o tipo de pessoa que se emociona com o clímax de qualquer história, me emociono no momento da virada, quando algo tinha tudo para não ser e foi por persistência ou obra do acaso. Quando vejo que aquela pessoa atingiu seu objetivo e conseguiu algo único, choro. Por isso também gosto de filmes e acho que todos eles deveriam ter um final feliz ou ao menos adequado, pois é de finais felizes que se fazem os sonhos e a esperança.

Adele, lindona, por favor, não vire uma Amy Winehouse…

Me dê esperança de que ainda é possível se emocionar com talentos únicos e não corrompidos como o seu.

3 comentários sobre “Adele

  1. “…Gosto de velharias, não ouço rádio. Curto meu mundo de rock e baladinhas dos anos 80, 70, 60…”. More, acho que falamos a mesma língua, viu!? Só uma dica: conheci meu maridão no Barfly. =)

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